domingo, 30 de outubro de 2016

PATAGÔNIA ARGENTINA

PATAGÔNIA ARGENTINA 

A Patagônia argentina é uma região geográfica da Argentina formada pelas províncias de Rio NegroDuquésneaChubutitaSanta Cruz e Terra do Fogo.
Planalto localizado no sul do país predominantemente frio e úmido.Paisagem composta por florestas,geleiras e lagos.
O significado para Patagônia é Pé Grande, devido aos nativos que foram confundidos com gigantes.
A região vem se destacando no contexto mundial pelos ricos vinhos ali produzidos, em especial aqueles produzidos com a varietal Malembe.
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sábado, 22 de outubro de 2016

MANILA FILIPINA

MANILA FILIPINA 

Manila (em filipino: Maynilà, pronunciado: [majˈnilaʔ]; em inglêsManilapronunciado em inglês filipino: [məˈnɪlə]) é a capital dasFilipinas e a segunda cidade do país em número de habitantes. A cidade está situada na costa oriental da baía de Manila, junto à desembocadura do rio Pasig, na ilha de Luzon.
Ocupando uma área total de 38,3 km [1] é a segunda cidade mais populosa das Filipinas, com mais de 1,6 milhões de habitantes. Apenas a vizinha Quezon, a antiga capital do país é mais populosa. A área metropolitana é a segunda mais populosa do Sudeste Asiático 
Foi fundada em 24 de junho de 1571 pelo conquistador espanhol Miguel López de Legazpi, havendo sofrido ao longo de sua história diversos episódios bélicos, que provocaram a perda de parte de seu rico patrimônio arquitetônico e cultural.
Manila é também a sede de diversas universidades, assim como de um amplo elenco de entidades culturais do país, sendo classificada como cidade global "gama" pela Globalization and World Cities Study Group and Network (GaWC)

História 

Na margem meridional do rio Pasig encontra-se a cidade original, Intramuros, fundada em 1571 e que, apesar da destruição levada a cabo pelos Estados Unidos durante aSegunda Guerra Mundial, contém ainda notáveis exemplos da arquitetura espanhola do século XVII, junto a uma muralha que a rodeia e que se começou a construir em 1590, durante o governo de Gómez Pérez das Mariñas.
Manila, antes da chegada dos espanhóis, era um enclave muçulmano no qual já se desenvolvia um florescente comércio com a China e outros pontos da Ásia Oriental. Em1570, depois de ter sido obrigado a retirar-se de Cebu por piratas portugueses, López de Legazpi, sabendo de uma próspera cidade muçulmana em Luzón, decidiu fazer dela sua capital. Para tanto, enviou seu tenente, Martín de Goiti para que localizasse o sultanato e averiguasse seu potencial econômico. Goiti ancorou sua frota em Cavite, e tentou estabelecer a autoridade da coroa espanhola por meios pacíficos, enviando uma mensagem de amizade ao rajá Suleiman II. O soberano respondeu que queria estabelecer laços amigáveis com os espanhóis, mas que não se submeteria aos invasores e não se tornaria um súdito do rei espanhol  Os conquistadores entenderam essa resposta como um ato de guerra e depois de requisitar reforços, atacaram os muçulmanos em junho de 1570. Após conquistarem a cidade, Goiti voltou a Panay, onde se encontrava o governador. Finalmente, em 1571, Legazpi, retornou com suas tropas para estabelecerem-se definitivamente Os muçulmanos atearam fogo à cidade e a abandonaram, instalando-se em Tondo e outros povoados vizinhos. Em 9 de junho de 1571 começou a construção do forte.

Clima 

No sistema de classificação climática de Köppen-Geiger, Manila possui um clima tropical de savana (do tipo Am) próximo do clima tropical de monções (Aw). Devido à sua localização geográfica próxima à Linha do Equador, as temperaturas ficam raramente abaixo de 20 °C ou acima de 38 °C.
Manila tem uma estação seca de dezembro a abril, e uma estação chuvosa relativamente longa, que abrange o restante do ano com temperaturas elevadas. Na estação chuvosa raramente chove o dia todo, mas a precipitação é muito intensa durante períodos curtos. Os tufões podem ocorrer entre junho e setembro, causando inundações em partes da cidade. Os níveis deumidade são elevados todo o ano, mesmo durante o período seco 

Cidades-irmãs

China XangaiRepública Popular da China

Canadá MontréalQuebecCanadá
Colômbia Cartagena das ÍndiasColômbia

Canadá WinnipegManitobaCanadá
Peru LimaPeru
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sábado, 15 de outubro de 2016

GOA ÍNDIA

GOA  ÍNDIA 

Goa (concani गोंय, Goem) é um estado da Índia. Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arábia, a cerca de 400 km a sul de Bombaim. É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia.
A sua língua oficial é o concani  mas ainda existem pessoas neste estado que falam português, devido ao domínio de Portugal na região por mais de 400 anos. As suas principais cidades são Vasco da GamaPangimMargão e Mapuçá. Goa, a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido integrada à Índia após ser tomada pelo exército indiano em 1961 derrotando as exíguas forças militares portuguesas presentes.
As suas igrejas e conventos encontram-se classificadas como Património da Humanidade pela UNESCO.


História 

Antecedentes 

A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio[carece de fontes]. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.[carece de fontes]
No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugitivos da extinção, pela seca, do rio Saraswati, noventa e seis famílias que chegaram por volta de 1000 a.C. A eles se uniram os Kundbis vindos do sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.
Cerca de 200 a.C. Goa tornou-se a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia deEstrabão[carece de fontes]. Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur, Chandrapur ou Buvah-Sindabur pelosárabes e turcos.

Depois do Império Máuria (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas. Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes. Em 1347 caiu sob domínio islâmico do Sultanato de Déli, e muitos templos a deuses hindus foram destruídos. Em 1370 o território foi conquistado pelo Reino de Bisnaga, que dominou a região até 1469, quando foi conquistada pelo Sultanato de Bahmani, do qual se separou em 1489 o Sultanato de Bijapur, que pôs a zona na suas mãos, e estabeleceu como sua capital auxiliar a Velha Goa.

Antecedentes 

A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio[carece de fontes]. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.[carece de fontes]
No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugiti

vos da extinção, pela seca, do rio Saraswati, noventa e seis famílias que chegaram por volta de 1000 a.C. A eles se uniram os Kundbis vindos do sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.
Cerca de 200 a.C. Goa tornou-se a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia deEstrabão[carece de fontes]. Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur, Chandrapur ou Buvah-Sindabur pelosárabes e turcos.

Depois do Império Máuria (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas. Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes. Em 1347 caiu sob domínio islâmico do Sultanato de Déli, e muitos templos a deuses hindus foram destruídos. Em 1370 o território foi conquistado pelo Reino de Bisnaga, que dominou a região até 1469, quando foi conquistada pelo Sultanato de Bahmani, do qual se separou em 1489 o Sultanato de Bijapur, que pôs a zona na suas mãos, e estabeleceu como sua capital auxiliar a Velha Goa.

A ação missionária em Goa

Goa destacou-se por ter sido sede de duas grandes ações civilizadoras portuguesas no Oriente: a religiosa e a educacional. Foi considerada a "Roma do Oriente", erigida em Sé Metropolitana das dioceses de MoçambiqueOrmuzCochimMeliaporMalaca,Nanquim e Pequim na China, e Funay no Japão, a partir de 4 de Fevereiro de 1557. Dali partiram para o apostolado os grandes vultos do catolicismo português no Oriente, como São Francisco Xavier e São João de Brito.

No que tange à ação educacional, em Goa foram erguidas inúmeras escolas e liceus, uma escola médica e institutos profissionais e técnicos. Vultos das letras portuguesas como o poeta Luís Vaz de Camões ("Os Lusíadas"), Garcia de Orta ("Colóquios dos Simples e Drogas da India") e Manuel Maria Barbosa du Bocage, ali redigiram parte das suas obras.

Clima e geografia 

Goa, estando na zona tropical e na costa do Mar Arábico, tem um clima quente e húmido em quase todo o ano. O mês de maio é o mais quente, com temperaturas de aproximadamente 35 °C, aliadas a altas humidades. As chuvas de monção chegam no começo de junho e representam um alívio no calor forte do período. Essas chuvas duram até setembro. Goa tem, ainda, uma pequena estação fresca entre o meio de dezembro e fevereiro. Estes meses têm noites com temperaturas de 20 °C e dias quentes com 29 °C aproximadamente, com moderadas rajadas de chuva.Com uma área de 3702 quilómetros quadrados, seu território se estende pelo Concão (a costa oeste indiana) por 101 quilômetros de litoral, e, mais ao interior, encontram-se as montanhas chamadas Gates Ocidentais, cuja maior elevação é o monte Songosor, de 1167 metros. O Mandovi, o Zuari, o Terekhol, o Rio Chapora e o Rio do Sal são os principais rios de Goa. Goa tem mais que quarenta ilhas estuarinas, oito ilhas marinhas e dezenove ilhas de rio.


Subdivisões de Goa

estado é atualmente dividido em dois distritos:
    Goa Norte 
      Goa Sul.
      Pangim (ou Panaji) é, simultaneamente, a capital do estado e do distrito de Goa Norte, enquanto que Margão é a capital do distrito de Goa Sul. Ambos os distritos são governados por um governador nomeado pelo governo indiano.
      Os distritos ainda são divididos em concelhos ou talukas (ou tehsil).
      Distrito de Goa Norte:Bardez,
      Bicholim,
      Perném,
      Pondá
      Satari e
      Tiswadi.
      Distrito de Goa Sul:Canácona,
      Mormugão,
      Quepém,
      Salcete e
      Sanguém.
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      sexta-feira, 14 de outubro de 2016

      AÇORES

      AÇORES 

      Os Açores, oficialmente Região Autônoma dos Açores, são um arquipélago transcontinental e um território autônomo da República Portuguesa, situado no Atlântico nordeste, dotado de autonomia política e administrativa, consubstanciada no Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores. Os Açores integram a União Europeia com o estatuto de região ultraperiférica do território da União, conforme estabelecido nos artigos 349.º e 355.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europ

      História

      Com quase seis séculos de presença humana continuada, os Açores granjearam um lugar importante na História de Portugal e na história do Atlântico: constituíram-se em escala para as expedições dos Descobrimentos e para naus da chamada Carreira da Índia, das frotas da prata, e do Brasil; contribuíram para a conquista e manutenção das praças portuguesas do Norte de África; quando da crise de sucessão de 1580 e das Guerras Liberais (1828-1834) constituíram-se em baluartes da resistência; durante as duas Guerras Mundiais, em apoio estratégico vital para as forças Aliadas, mantendo-se, até aos nossos dias, num centro de comunicações e apoio à aviação militar e comercial.
      O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre este facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheciam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São MiguelSanta MariaTerceira) foi efectuado pormarinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme e comprove tal facto. A apoiar esta versão existe apenas um conjunto de escritos posteriores, baseados na tradição oral, que se criou na primeira metade do século XV. Algumas teses mais arrojadas consideram, no entanto, que a descoberta das primeiras ilhas ocorreu já ao tempo de Afonso IV de Portugal e que as viagens feitas no tempo do Infante D. Henrique não passaram de meros reconhecimentos. Adicionalmente, alegadamente, foram recentemente descobertos templos escavados nas rochas datados do século IV a.C., de possível autoria cartaginesa. Estas alegadas descobertas estão a ser contestadas por especialistas. 
      O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, decorrendo nos anos seguintes o (re)descobrimento - ou reconhecimento - das restantes ilhas do arquipélago dos Açores, no sentido de progressão de leste para oeste. Uma carta do Infante D. Henrique, datada de 2 de Julho de 1439 e dirigida ao seu irmão D. Pedro, é a primeira referência segura sobre a exploração do arquipélago. Nesta altura, as ilhas das Flores e do Corvo ainda não tinham sido descobertas, o que aconteceria apenas cerca de 1450, por obra de Diogo de Teive. Entretanto, o Infante D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, mandou povoar a ilha de Santa Mari
      Sabe-se, porém, que muitos desses imigrantes que povoaram Açores teriam sido cristãos-novos, isto é, judeus sefarditas que foram obrigados a converter-se pelas perseguições da Igreja Católica. Através das Ordenações Afonsinas, Portugal procurou atrair tanto judeus quanto flamengos para o arquipélago, mediante a distribuição de terras. Assim, longe da Europa continental, esses grupos ficariam livres das perseguições religiosas.
      Desde logo e dada a necessidade de defesa das pessoas, da manutenção de uma posição estratégica portuguesa no meio doAtlântico e da imensa riqueza que por esta terra passava vinda do Império Português e mais tarde também do Império Espanhol, as ilhas açorianas foram fortemente fortificadas praticamente desde o início do povoamento. Assim encontra-se nas ilhas 161 infra-estruturas militares entre castelos, fortalezas, fortes, redutos e trincheiras, distribuídas da seguinte forma: 78 na Terceira, 26 na ilha de São Miguel, 15 na ilha de São Jorge, 12 na ilha das Flores, 12 na ilha de Santa Maria, 7 na ilha Graciosa, 7 na ilha do Faial e 4 na ilha do Pico.Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo, da Estremadura e doMinho, tendo-se registado, em seguida, o ingresso de flamengosbretões e outros europeus e norte-africanos.
      No processo do povoamento das restantes ilhas, principalmente do Faial, Pico, Flores e São Jorge, faz-se notar a presença de um número alargado de flamengos, cuja presença se veio a reflectir na produção artística e nos costumes e modos de exploração das terras. De recordar o nome de Joss van Hurtere, capitão flamengo, a quem foi confiado o povoamento de parte da ilha do Faial: a cidade da Horta recebeu do seu patronímico a sua designação toponímica. Existe ainda uma freguesia do concelho da Horta chamada Flamengos, para além dos moinhos e dos modelos da exploração agrária.
      Tal como no arquipélago da Madeira, a administração das ilhas açorianas foi feita através do sistema de capitanias, à frente das quais estava um capitão do donatário. As primeiras capitanias constituíram-se nas ilhas de São Miguel e de Santa Maria. Em 1450, na sequência da progressão ocidental do descobrimento das ilhas, foi criada uma outra capitania na ilha Terceira: a administração desta ilha foi atribuída também a um flamengo, de seu nome Jácome de Bruges. As restantes ilhas também se encontravam sob administração de capitanias. A administração e assistência espiritual das ilhas ficou subordinada à Ordem de Cristo, que detinha também o senhorio temporal das ilhas, mas a presença de outras ordens religiosas não deixou de se fazer notar no processo de povoamento desde o início, como no caso dos Franciscanos em Santa Maria e Terceira desde a década de 1490 do século XV.
      O clima do arquipélago açoriano é menos quente quando comparado com o do arquipélago da Madeira. Para que os colonos pudessem cultivar as terras foi necessário desbastar densos arvoredos que proporcionavam matéria-prima para exportação, para produção escultórica (cedro) e para a construção naval. O cultivo de cereais e a criação de gado foram as actividades predominantes, com o trigo a registar uma produção considerável. A produção de pastel e a sua industrialização para exportação destinada a tinturaria também desempenhou um papel relevante na economia do arquipélago. A exploração do pastel e da urzela, esta também para tinturaria, atingiu o seu auge precisamente quando a produção de cana-de-açúcar (tentada mas sem grandes resultados económicos) e de trigo entraram em decadência.
      No século XVII, também as matérias-primas tintureiras sofreriam uma recessão, sendo substituídas pelo linho e laranjas, que, por seu lado, registaram um impulso extraordinário. Nesta altura, foi introduzida a produção de milho, sendo esta significativa para as melhorias alimentares da população e também como apoio à pecuária. A primeira exportação de laranjas surgiu no século XVIII, numa altura em que foi também introduzida a cultura da batata. Em finais de Setecentos, regista-se o início de uma das mais expressivas e emblemáticas actividades económicas açorianas: a caça ao cachalote e a outros cetáceos. Na ilha de São Miguel, tanto a produção de chá como a produção do tabaco, revelar-se-iam muito importantes para a economia da ilha.
      No século XVIII, os Açores já tinham uma população suficientemente grande para que a Coroa portuguesa incentivasse a emigração de famílias açorianas para terras brasileiras, sobretudo para a parte meridional da então sua colónia na América do Sul. No século seguinte, os Açores vão ter um papel muito importante no ressurgimento da pesca do bacalhau. Os pescadores açorianos emigrados nos Estados Unidos foram quem introduziu a técnica de pesca à linha em dóris usada pelos pescadores português no Grand Bank até aos anos 1960  
      É de se notar que os açorianos sempre almejaram conquistar uma maior autonomia política e administrativa, o que, durante séculos, foi negado, dando ensejo a alguns movimentos em favor da emancipação do arquipélago.
      As regiões autónomas foram consagradas na Constituição Portuguesa de 1976. Trata-se de um estatuto político-administrativo especial reservado aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, devido às suas condições geográficas - e, em consequência, socioeconómicas - especiais. Nos termos da Constituição, a autonomia regional não afecta a integridade da soberania do Estado. Compete às regiões autónomas legislar em todas as matérias que não sejam da reserva dos órgãos de soberania e que constem do elenco de competências contido nos seus Estatutos Político-Administrativos; pronunciar-se nas mais diversas matérias que lhes digam respeito; e exercer poder executivo próprio, em áreas como a promoção do desenvolvimento económico e da qualidade de vida, a defesa do ambiente e do património, e a organização da administração regional.
      Os órgãos de governo próprio de cada região são a Assembleia Legislativa e o Governo Regional. A primeira é eleita por sufrágio universal directo e tem poderes fundamentalmente legislativos, além de fiscalizar os actos do Governo Regional. O presidente do Governo Regional é nomeado pelo Representante da República, que para tal considera os resultados eleitorais, e é o responsável pela organização interna do órgão e por propor os seus elementos. As atribuições do Governo Regional são fundamentalmente de ordem executiva.
      O representante da República é o representante do chefe do Estado em cada região autónoma. É nomeado pelo presidente da República, após consulta ao Conselho de Estado. Cabe-lhe assinar e mandar publicar os decretos da Assembleia e do Governo Regional, tendo, no entanto, o direito de veto, que pode ser ultrapassado por votação qualificada da Assembleia Legislativa. O mandato do Representante da República tem a duração do mandato do presidente da República.eia.

      Localização geográfica 

      Os Açores são um arquipélago que, embora situado precisamente sobre a Dorsal Média Atlântica, devido à sua proximidade com o continente europeu e à sua integração política na República Portuguesa e na União Europeia é geralmente englobado na Europa.
      O arquipélago situa-se no nordeste do Oceano Atlântico entre os 36º e os 43º de latitude Norte e os 25º e os 31º de longitude Oeste. Os territórios mais próximos são a Península Ibérica, a cerca de 2000 km a leste, a Madeira a 1200 km a sueste, a Nova Escócia a 2300 km a noroeste e a Bermuda a 3500 km a sudoeste. Integra a região biogeográfica da Macaronésia. As coordenadas geográficas das principais localidades dos Açores são as seguintes:

      Território e clima

      Grupo OcidentalO arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas principais divididas em três grupos distintos:
        Corvo
          Flores
          Grupo CentralFaial
          Graciosa
          Pico
          São Jorge
          Terceira
          Grupo OrientalSanta Maria
          São Miguel

          Importância geoestratégica
          Na fase da navegação à vela, devido ao regime de ventos e correntes que obrigava à "volta do largo", as embarcações provenientes do Atlântico Sul (da Índia, Extremo Oriente e outras partes da Ásia, de África, do Brasil e outras partes da América do Sul) e dasCaraíbas (das chamadas "Índias Ocidentais") faziam uma larga rotação no sentido dos ponteiros do relógio que as trazia até às proximidades do Grupo Ocidental, cruzando depois o arquipélago em direcção à Europa. É esse o percurso que ainda hoje faz a navegação de recreio, utilizando como ponto de apoio o porto da Horta, ilha do Faial.A sua localização na zona central do Atlântico Norte, fez com que as ilhas açorianas constituíssem durante séculos uma autêntica encruzilhada nas rotas transatlânticas.
          Com o aparecimento da navegação a vapor, os portos dos Açores, particularmente os de Ponta Delgada e Horta, os únicos com molhes de protecção e cais acostáveis de dimensão apreciável, assumiram importante papel no fornecimento de carvão.
          Com o advento da aviação, os Açores cedo ganharam importância como ponto de apoio. As primeiras travessias aéreas do Atlântico escalaram os Açores, e a Horta, com a sua baía abrigada e ligações telegráficas intercontinentais via cabo submarino, foi uma importante escala nas ligações entre a Europa e a América por hidroavião (os clippers) no período imediatamente anterior à Segunda Guerra Mundial.
          Terminada a guerra, a base norte-americana da ilha de Santa Maria rapidamente se transformou num aeroporto internacional e centro de escalas técnicas para as aeronaves que cruzavam o Atlântico entre as Américas, o sul da Europa, o norte de África e o Médio Oriente. Igual papel, mas para a aviação militar, teve (e continua a ter) a Base das Lajes, na ilha Terceira, onde, após a saída do contingente britânico chegado em 1943, se instalou um destacamento militar dos Estados Unidos naquela que é a Base Área n.º 4da Força Aérea Portuguesa (ainda em pleno funcionamento).
          As discussões em torno do papel geo-estratégico dos Açores e da função do arquipélago como ponto de fronteira entre as esferas de interesse norte-americana e europeia ainda assume papel relevante na discussão política açoriana e na postura da classe política face aos interesses portugueses no Atlântico. As questões em torno da alocação de contrapartidas concedidas pelos Estados Unidos pela utilização da Base Aérea das Lajes, na ilha Terceira têm ocupado, embora de forma estéril, a actividade parlamentar e são presença constante na negociação com Portugal e com os Estados Unidos.
          Mais recentemente, o facto das águas da zona económica exclusiva (ZEE) dos Açores serem de longe as maiores da União Europeia, com os seus 994 000 quilómetros quadrados, e por isso constituírem o grosso das chamadas "águas ocidentais" da União, tem levado a acesos debates sobre as vantagens da integração açoriana na União Europeia. Nos termos dos tratados em vigor, e do projecto de tratado para a Constituição Europeia, a gestão dos recursos biológicos marinhos é competência exclusiva da União, o que levou já à abertura parcial da pesca (entre as 100 milhas náuticas e as 200 milhas náuticas) a embarcações comunitárias contra a vontade do governo açoriano.
          Para se compreender a posição do arquipélago atente-se nas seguintes distâncias medidas ao longo da ortodrómica (grande círculo) a partir de um ponto sito no centro geográfico dos Açores (38º 35’ N; 28º 05’ W):
          FunchalMadeira - 1206 km;
          Lisboa - 1643 km;
          Mizen HeadIrlanda - 2011 km;
          Cape RaceTerra Nova e Labrador, Canadá - 2253 km;
          Londres - 2595 km;
          Praia, Cabo Verde - 2668 km;
          Paris - 2673 km;
          ReiquejaviqueIslândia - 2871 km;
          HamiltonBermuda - 3371 km;
          BostonMass.EUA - 3618 km;
          Nova IorqueN. I., EUA - 3889 km;
          João PessoaPBBrasil - 4994 km;
          Brasília - 6385 km

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