domingo, 29 de janeiro de 2017

CUNHA SP

CUNHA SP

Cunha é um município no leste do estado de São Paulo, no Brasil. A população aferida no Censo de 2010 foi de 21 866 habitantes, com uma área de 1 407,25 km², o que resultava numa densidade demográfica de 15,54 habitantes/km². A população calculada para 1º de julho de 2015 foi de 22 086 habitantes, o que resultava em uma densidade demográfica de 15,69 habitantes/km². É a maior produtora de pinhão do estado de São Paulo. O município de Cunha também concentra a maior frota de fuscas do Brasil. 

História 

Por volta do ano 1000, a região foi invadida por povos tupis procedentes da Amazônia, que expulsaram os antigos habitantes tapuias para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela era ocupada pela tribo tupi dos tamoios.[8]
Em 1597, uma expedição portuguesa comandada por Martim Correia de Sá saiu do Rio de Janeiro, desembarcou em Paraty e passou pela região de Cunha através da Trilha dos Guaianás visando a combater os tamoios, que estavam aliados aos franceses contra os portugueses. Desde o final do século XVII, a região já era conhecida como "Boca do Sertão", por ser um ponto onde se subia a serra em direção às Minas Gerais. Em 1730, viajantes se fixaram na região e fundaram um povoado. No povoado, a família portuguesa Falcão ergueu a capela da Sagrada Família. Por este motivo, o povoado passou a ser conhecido como "freguesia do Falcão". No início do século XVIII, foi erguida, entre a freguesia do Falcão e Paraty, a Barreira do Taboão, que era um posto destinado a controlar o fluxo de ouro procedente de Minas Gerais. O povoado foi elevado a vila em 3 de setembro de 1785 pelo então governador da Capitania de São PauloFrancisco da Cunha e Meneses, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Cunha, em homenagem ao político. No século XIX, as antigas trilhas foram calçadas e ampliadas visando a transportar a grande riqueza da épocaː o café.[9]
Foi elevada a município em 1858 com a emancipação de Guaratinguetá, já com a denominação atual. Vale a pena visitar o Museu Francisco Veloso, localizado na Praça Cônego Siqueira, com um grande acervo de peças antigas, principalmente da Revolução de 1932. O prédio abriga, ainda, a Biblioteca Municipal.
A emancipação político-administrativa é comemorada em 20 de abril, sendo outros feriados 8 de dezembro, dia da padroeira do município, e 19 de março, dia de São José. Outros eventos interessantes são a Queima do Judas e a Cavalaria de São Benedito, realizada na segunda-feira após a Páscoa.

Geografia 

O município de Cunha está inserido em uma área de planaltos (Bocaina, Paraitinga e Paraibuna) e serras (do Mar e Quebra-Cangalha), na região fisiográfica conhecida também como Mar de morros. A altitude varia muito em toda a extensão do município. As áreas mais baixas localizadas nas várzeas do Rio Paraitinga, na divisa com o município de Lagoinha, possuem uma altitude de 760 metros enquanto o ponto culminante, a Pedra da Macela, no alto da Serra do Mar, na divisa com o estado do Rio de Janeiro, possui uma altitude de 1 840 metros. A sede do município está a cerca de 950 metros de altitude e a Vila de Campos de Cunha está a cerca de 1 010 metros de altitude.
O município possui 3 229 propriedades agrícolas cadastradas.

Clima 

Características gerais 

O município de Cunha, geomorfologicamente, está inserido dentro dos planaltos e serras do sudeste, uma região marcada pelo clima Clima Oceânico,[13] uma das variáveis climáticas dentro do Domínio Tropical, que determina uma condição especial de clima para altitudes superiores à cota de 1.000m. As temperaturas anuais caem para menos de 18 °C e a pluviosidade se acentua, sobretudo nas regiões próximas ao litoral atlântico, em posição de barlavento. A dinâmica atmosférica da região é basicamente controlada pela célula de Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul, onde se configura a Massa Tropical Marítima, sendo, também, afetada ocasionalmente pela Massa Tropical Continental, originária da Baixa Pressão do Chaco/Pantanal, além dos efeitos desestabilizadores desencadeados pelos avanços da Frente Polar e oscilações da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Sendo Cunha de clima subtropical com verões mornos, podemos identificar durante o ano duas estações bem definidas e distintas entre si. No inverno, é intensa a ação de anticiclones móveis, associada à dinâmica da Frente Polar, especialmente quando reforçada pelo ar polar do Pacífico, de trajetória continental, portanto, menos úmido e mais estável. Também há o deslocamento para o continente do Anticiclone Subtropical que reduz a nebulosidade e as precipitações. A altitude elevada, a baixa temperatura (abaixo de 0 °C em alguns lugares) e os intensos ventos gelados possibilitam ocorrer no município, principalmente nas áreas mais planas, as geadas. Embora seja um fenômeno admirado pelos turistas, a geada traz prejuízos à economia cunhense, uma vez que danifica as pastagens utilizadas para pecuária leiteira e de corte. O inverno é frio e seco, sendo comum estiagem de até mais de um mês.
No verão, a ativa evaporação sobre os oceanos transfere enorme volume de vapor de d'água para atmosfera, instabilizando-a e provocando precipitação em toda região e no município de Cunha. Outro fenômeno climático que ocorre em Cunha é chamado (vulgarmente) pelos moradores locais de chuva da serra, precipitação tênue e constante que dura em média de 3 a 4 dias. Em dias quentes é comum ocorrer também, a partir das 14 horas, a chamada fumaça da serra, uma forma de neblina espessa que cobre toda a área de abrangência da Serra do Mar em Cunha, não chega a ser uma chuva, mas a precipitação de partículas de água (orvalho) mantém úmida toda a região onde ocorre. Esse fenômeno é intercalado de fortes e gélidos ventos no sentido sul – norte.
Ambos os fenômenos (chuva da serra e fumaça da serra) resultam de umidade de origem marítima que é parcialmente bloqueada pelo relevo (orografia), ocasionando excepcional acréscimo de chuvas nas áreas serranas, principalmente nas imediações do Parque Nacional da Serra da Bocaina e no Parque Estadual da Serra do Mar/Núcleo Cunha - Indaiá. Durante os ciclones de verão (ao contrário das chuvas de inverno), há a ocorrência de raios, granizos e rajadas de vento. Inundações ocorrem em pontos isolados, e as vezes, dificulta e impede a circulação em áreas rurais. As fortes chuvas também são as grandes responsáveis por fenômenos erosivos e movimentos de massa que ocorrem em todo o município, seja na área rural ou urbana.

Normal climatológica 

Em 1960, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) definiu o clima como sendo o estado médio da atmosfera caracterizado pela temperatura, umidade, vento, chuva, pressão, radiação solar etc., em um período de no mínimo trinta anos de observação. Este período é chamado de normal climatológica. Designa-se por normal climatológica de um elemento climático em determinado local o valor médio correspondente a um número de anos suficiente para se poder admitir que ele representa o valor predominante daquele elemento no local considerado. A OMM fixou para este fim 30 anos começando no primeiro ano de cada década (1901-30, …, 1931-1960, 1941-1970, …, 1961-1990, 1971-2000). Os apuramentos estatísticos referentes a estes intervalos são geralmente designados por normais climatológicas (sendo, nomeadamente as normais de 1931-1960 e 1961-1990 consideradas as normais de referência). Assim, sempre que afirmamos que determinado dia, mês, estação ou ano foi seco temos que comparar com a média climatológica do local. Em Cunha, o período analisado foi de 1941-1970 e a análise foi feita pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE/SP). Para as localidades com dados do DAEE, a temperatura média mensal foi estimada a partir do método das coordenadas geográficas, com os coeficientes determinados para o Estado de São Paulo por PEDRO JR. et al. (1991).[14] A temperatura histórica de Cunha é a seguinte:

Hidrografia 

Rios 
Rio Jacuí
Rio Paraibuna
Rio Paraitinga
Rio da Barra
Rio Bonito
Rio do Cedro
Rio da Guabiroba
Rio do Encontro
Rio Indaiá
Rio Jacuí Mirim
Rio Jacuizinho
Rio Manso
Rio Mirim
Rio do Peixe
Cachoeiras 
Cachoeira da Barra
Cachoeira do Barracão
Cachoeira do Desterro
Cachoeira do Jericó
Cachoeira do Mato Limpo
Cachoeira do Pimenta
Cachoeira do Paraibuna [ao lado]
Cachoeira do Paraitinga
Cachoeira do Ribeirão
Cachoeira do Bangú
Relevo 
Pedra da Macela
Serra do Quebra Cangalha
Serra do Indaiá
Serra do Mar
Serra da Bocaína
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PARQUE ESTADUAL DO JALAPÃO TO

PARQUE ESTADUAL DO JALAPÃO TO

parque estadual do Jalapão é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada na região leste do estado do Tocantins. O território do parque, com uma área de 158 970,95 ha, está distribuído pelos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins.[1] Criado em 12 de janeiro de 2001,[2] Jalapão é o maior parque estadual do Tocantins. A vegetação no parque é predominantemente a de cerrado ralo e a de campo limpo com veredas.
A região é considerada a principal atração turística do estado do Tocantins, sendo que em 2008 foi gravado um reality show da Rede CBS na região chamado Survivor: Tocantins. Uma de suas características é a produção de artesanato de capim dourado e seda de buriti, que se tornou principal fonte de renda para as comunidades locais e tem sido alvo de estudos e ações para garantir seu uso sustentável, ecológica e economicamente
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Manila

MANILA FILIPINAS  

Manila (em filipino: Maynilà, pronunciado: [majˈnilaʔ]; em inglêsManilapronunciado em inglês filipino: [məˈnɪlə]) é a capital das Filipinas e a segunda cidade do país em número de habitantes. A cidade está situada na costa oriental da baía de Manila, junto à desembocadura do rio Pasig, na ilha de Luzon.
Ocupando uma área total de 38,3 km [1] é a segunda cidade mais populosa das Filipinas, com mais de 1,6 milhões de habitantes. Apenas a vizinha Quezon, a antiga capital do país é mais populosa. A área metropolitana é a segunda mais populosa do Sudeste Asiático.[2]
Foi fundada em 24 de junho de 1571 pelo conquistador espanhol Miguel López de Legazpi, havendo sofrido ao longo de sua história diversos episódios bélicos, que provocaram a perda de parte de seu rico patrimônio arquitetônico e cultural.
Manila é também a sede de diversas universidades, assim como de um amplo elenco de entidades culturais do país, sendo classificada como cidade global "gama" pela Globalization and World Cities Study Group and Network (GaWC).[3]

História 

Dominação espanhola 

Na margem meridional do rio Pasig encontra-se a cidade original, Intramuros, fundada em 1571 e que, apesar da destruição levada a cabo pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, contém ainda notáveis exemplos da arquitetura espanhola do século XVII, junto a uma muralha que a rodeia e que se começou a construir em 1590, durante o governo de Gómez Pérez das Mariñas.
Manila, antes da chegada dos espanhóis, era um enclave muçulmano no qual já se desenvolvia um florescente comércio com a China e outros pontos da Ásia Oriental. Em 1570, depois de ter sido obrigado a retirar-se de Cebu por piratas portugueses, López de Legazpi, sabendo de uma próspera cidade muçulmana em Luzón, decidiu fazer dela sua capital. Para tanto, enviou seu tenente, Martín de Goiti para que localizasse o sultanato e averiguasse seu potencial econômico. Goiti ancorou sua frota em Cavite, e tentou estabelecer a autoridade da coroa espanhola por meios pacíficos, enviando uma mensagem de amizade ao rajá Suleiman II. O soberano respondeu que queria estabelecer laços amigáveis com os espanhóis, mas que não se submeteria aos invasores e não se tornaria um súdito do rei espanhol.[5] Os conquistadores entenderam essa resposta como um ato de guerra e depois de requisitar reforços, atacaram os muçulmanos em junho de 1570. Após conquistarem a cidade, Goiti voltou a Panay, onde se encontrava o governador. Finalmente, em 1571, Legazpi, retornou com suas tropas para estabelecerem-se definitivamente.[6] Os muçulmanos atearam fogo à cidade e a abandonaram, instalando-se em Tondo e outros povoados vizinhos. Em 9 de junho de 1571 começou a construção do forte.

Geografia 

Manila ocupa uma posição única nas Filipinas, tanto por ser a capital do país como por ser igualmente a capital de sua área metropolitana, composta por várias cidades e treze municípios. Limita ao norte com as cidades de Navotas e Caloocan, a nordeste com Cidade Quezón e San Juan del Monte e ao sul com a cidade de Pasay. A oeste da cidade encontra-se a maravilhosa baía de Manila.
Situada na costa oriental da vasta e profunda baía homônima, bem protegida pela península de Bataan e fechada sua saída ao mar da China pelo ilhéu de Corregidor, estende-se na desembocadura do rio Pasig que a divide em duas partes. Ao sul se encontra o antigo centro espanhol de Intramuros, solar da cidade amuralhada. No norte encontram-se os modernos bairros residenciais e comerciais. A zona industrial concentra-se na região portuária.

Clima 

No sistema de classificação climática de Köppen-Geiger, Manila possui um clima tropical de savana (do tipo Am) próximo do clima tropical de monções (Aw). Devido à sua localização geográfica próxima à Linha do Equador, as temperaturas ficam raramente abaixo de 20 °C ou acima de 38 °C.
Manila tem uma estação seca de dezembro a abril, e uma estação chuvosa relativamente longa, que abrange o restante do ano com temperaturas elevadas. Na estação chuvosa raramente chove o dia todo, mas a precipitação é muito intensa durante períodos curtos. Os tufões podem ocorrer entre junho e setembro, causando inundações em partes da cidade. Os níveis de umidade são elevados todo o ano, mesmo durante o período seco.[8]

Cidades-irmãs

Rússia MoscouRússia
China PequimRepública Popular da China
Peru LimaPeru
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